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Gosta de vinhos e gosta de viajar? Então está no lugar certo, embarque com a gente!

Espaço Confrade: Conhecendo a Cave Geisse com Daniela Facciolla

Todas as terças, convidamos um Confrade Grand Cru para compartilhar conosco uma experiência inesquecível do mundo do vinho. Hoje, o espaço é da Daniela Facciolla, que está completando um ano como assinante da Confraria.

Grand Cru: Você estava viajando para a região da Serra Gaúcha quando visitou a Cave Geisse?

Daniela Facciolla: Sim, estávamos em dois casais: eu e o Fábio, meu marido, e Thelma e José Antônio, que também adoram vinhos… Aproveitamos o Carnaval de 2012, pois queríamos fugir do agito dessa época e aproveitar para conhecer a Serra Gaúcha.

GC: Como foi que vocês chegaram até a Cave Geisse? Já conhecia espumantes da Geisse antes ou chegou até lá por indicação?

DF: Já conhecíamos e adorávamos os espumantes da Cave Geisse, que estão, na minha opinião, entre os melhores produzidos no Brasil.

Daniela e Fábio na sala de degustação da Cave Geisse (foto de Thelma Gatuzzo)

GC: Você já sabia como eram feitos os espumantes que passavam por segunda fermentação em garrafa ou aprendeu durante a sua visita?

DF: Já sabíamos que os espumantes da Cave Geisse eram feitos pelo método tradicional e como eram feitos, pois a maioria dos nossos roteiros de férias inclui  países produtores e visitas a vinícolas que também utilizam o método Champenoise.

GC: Como foi o passeio na vinícola? Conseguiu fazer o tour pelas caves?

DF: Ao chegar à vinícola coincidentemente encontramos a gerente e o sommelier do restaurante Vino!, daqui de SP que costumamos frequentar e são conhecidos de longa data. Eles estavam lá a convite de Mario Geisse para uma visita profissional, o que acabou nos propiciando a oportunidade de conhecê-lo.

O Mario Geisse é extremamente simpático, nos recebeu de forma muito acolhedora. Já conhecíamos o trabalho dele frente à vinícola Casa Silva do Chile, cujos vinhos também apreciamos, então aproveitamos a oportunidade para absorver um pouquinho do conhecimento dele.

No final, o Mario havia oferecido um almoço para os nossos conhecidos. Fariam um tradicional churrasco gaúcho, para o qual gentilmente nos convidou. Acabamos por declinar o convite, pois estávamos no meio do nosso roteiro de passeios, mas sinceramente, depois acabamos nos arrependendo!

GC: Você já gostava de espumantes brasileiros?

DF: Sim, a qualidade dos tintos e brancos produzidos no país vem aumentando significantemente, mas ainda acho que os espumantes são o que temos de melhor.

Entrada da Cave Geisse, vinícola especializada em espumantes na região de Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha

GC: Chegou a visitar outras vinícolas da região da Serra Gaúcha? Se sim, quais?

DF: Visitamos as vinícolas ícones, como Miolo, Casa Valduga, Chandon, Don Laurindo e procuramos incluir também produtores menores, como Angheben, Lídio Carraro e Pizzato.

GC: Você se lembra de ter conhecido algum restaurante bacana nos arredores da vinícola?

DF: O restaurante dentro do Spa do Vinho e também os da casa Valduga são muito bons. Lembro dos restaurantes no Caminho de Pedra também!

GC: Recomenda outros passeios na região de Pinto Bandeira além da visita à Geisse?

DF: Além de Pinto Bandeira e Vale dos Vinhedos, aproveitamos para dar uma esticadinha até Gramado e Canela.


Sobre Daniella

Como seus  pais sempre tomaram vinho, cresceu vendo-os consumir a bebida numa época em que a oferta de rótulos e a qualidade dos vinhos disponíveis no Brasil ainda eram bem limitadas. Em 2006 conheceu Fábio Arantes, seu esposo, e o casal começou a explorar o
universo dos vinhos com mais dedicação: primeiro os vinho do Novo Mundo – Chile, Argentina e Brasil. Depois se aventuraram em outras regiões do mundo, como Austrália, EUA e África do Sul para, então, chegar aos vinhos de Europa: Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha.

Por conta dessa paixão, sempre que possível escolhem como roteiro de férias regiões produtoras de vinho, onde possam visitar e degustar in loco os ícones de cada região e também as novidades dos pequenos produtores. Além da região da Serra Gaúcha, já visitaram Mendoza, Argentina, Vale Central e de Casablanca, no Chile, Vêneto, na Itália, Douro, Alentejo e Dão, em Portugal, e também no Vale do Napa, na Califórnia.

Ela faz parte da Confraria da Grand Cru desde agosto de 2016 e adora a oportunidade de conhecer vinhos completamente diferentes do que seria sua escolha habitual.

Já conhece o nosso clube de vinhos? Conheça os planos de assinatura da Confraria Grand Cru e receba a melhor seleção de vinhos todos os meses sem sair de casa!

Espaço do Confrade: Conhecendo Mendoza com Douglas Yoshimura

Todas as terças, convidamos um Confrade Grand Cru para compartilhar conosco uma experiência inesquecível do mundo do vinho. Hoje, o espaço é do Douglas Yoshimura, que está completando um ano como assinante da Confraria.

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Turismo de vinho em Mendoza: um dia na vinícola Pulenta Estate, por Stella Aranha

A Argentina é hoje o 5º maior produtor de vinho do mundo e o 7º maior país consumidor da bebida (dados do Wine of Argentina). É nos arredores da cidade de Mendoza, ao pé da cordilheira dos Andes, que se concentra o maior número de vinícolas do país, respondendo por cerca de 60% da produção de todo o vinho argentino.

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Sicília: descubra porque os vinhos da ilha italiana estão na moda

A Sicília é a maior ilha do mediterrâneo, separada da Itália apenas pelo Estreito de Messina, e possui uma forte tradição com os fermentados de uva. O vinho começou a ser produzido na região ainda no século VIII antes da era comum, quando chegaram em sua costa os primeiros gregos com a intenção de construir colônias. De lá para cá, diversos povos de culturas muito diferentes ocuparam a Sicília: fenícios, gregos, cartagineses, vândalos, árabes, normandos e espanhóis.

Não à toa, seus monumentos históricos quase intactos são um passeio à parte, como o templo grego de Agrigento, os mosaicos romanos da Piazza Amerina, os castelos da época das Cruzadas e as capelas de Palermo.

Agrigento na Sicília, possui um dos mais intactos templos gregos.

Agrigento na Sicília, possui um dos mais intactos templos gregos.

Desse passado multicultural, a Sicília se destaca por sua variedade impressionantes de microclimas e terroirs, que a tornam uma região muito interessante para a vinicultura. Embora produza vinho desde a antiguidade grega, foi no século XVIII que colonos ingleses criaram o internacionalmente conhecido vinho Marsala, cujas uvas recebem boas influências dos ventos quentes vindos da África.

Ainda assim, durante muito tempo, a Sicília foi conhecida por sua superprodução de vinhos, mas por uma certa estagnação de qualidade. Esse cenário foi consequência do rápido crescimento de suas gigantes fábricas de vinhos que surgiram entre as décadas de 1980 e 1990, tanto que em 1990 a ilha chegou a competir com a Puglia como a região vinícola mais produtiva da Itália.

No entanto, foi a partir do início desse século que os produtores locais, liderados pela família do vinicultor Diego Planeta, resolveram focar na qualidade dos vinhos, mas do que na sua quantidade.

Hoje a ilha é uma das maiores e mais importantes regiões vinícolas italianas, e seus vinhos são considerados a maior tendência do momento no mercado da bebida. Conheça um pouco mais sobre esse território e descubra porque os vinhos sicilianos estão ganhando cada vez mais fama!

O terroir da Sicília

O relevo da Sicília é acidentado e os solos da região são pobres, o que é ideal para os vinhedos. As videiras são plantadas nas encostas das montanhas, onde recebem uma excelente exposição solar.

O clima é quente e seco, com verões intensos e poucas chuvas, tipicamente mediterrânico, o que obriga quase metade dos vinhedos a serem cultivados com irrigação. No entanto, os vinhedos recebem uma excelente mineralidade vinda do Mar Mediterrâneo que circunda a ilha.

No interior, o clima é mais fresco e mais verde, e os picos das montanhas mais altas chegam a ficar cobertos de neve durante o inverno. Um dos picos mais altos da ilha é o Monte Etna, onde encontramos um vulcão ainda em atividade, e cujos arredores dão origem à um dos vinhos mais bem cotados da região.

Monte Etna, um vulcão ainda ativo na Sicília.

Monte Etna, na Sicília.

As uvas da Sicília

O terroir da Sicília é ideal para o cultivo das uvas internacionais, como a Merlot e a Chardonnay, mas são as suas uvas nativas que são um espetáculo à parte. A Nero d’Avola é a mais conhecida delas, capaz de produzir vinhos estruturados, com notas de frutas vermelhas maduras. Ao redor do vulcão do Monte Etna, a uva Nerello Mascalese consegue sobreviver em altitudes de até 1.000 metros, enquanto a Etna Rosso produz vinhos delicados.

A Pinot Grigio, a uva da moda, também produz vinhos fantásticos na Sicília. Assim como a Moscato, que dá origem aos vinhos de sobremesa mais conhecidos da região.

Por que os vinhos da Sicília estão na moda?

Além de serem produzidos com uvas importantes e que ganham cada vez mais espaço no mercado internacional, como a Pinot Grigio e a Nero d’Avola, os vinhos sicilianos conquistaram uma qualidade superior, equiparável a de muitas regiões tradicionais italianas, mas com preços bem mais acessíveis. Aproveite essa excelente oportunidade para prová-los!

O Vinho Tinto Barone Montalto Acquerello Nero D’avola é um típico siciliano feito com a uva nativa da região, a Nero d’Avola. Não deixe de provar:

VINHO TINTO BARONE MONTALTO ACQUERELLO NERO D'AVOLA 2015 750 ML

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