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O Guia Completo dos Vinhos Brancos: quais as uvas, como servir, como harmonizar

A que temperatura servir cada tipo de vinho branco? Em que taça servi-los? Vinho branco precisa decantar? Dá para guardar vinhos brancos? Quais são as melhores opções de harmonizações? Você encontra a resposta para essas e outras perguntas aqui!

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Os grandes vinhos brancos do mundo

Os vinhos brancos ainda são pouco consumidos no Brasil, mesmo sendo o tipo mais indicado para refrescar nos dias quentes do nosso clima tropical e para acompanhar a típica gastronomia brasileira, picante e muito bem temperada. Descubra quais são os mais importantes vinhos brancos do mundo e as regiões produtoras que você precisa conhecer!

O Chablis da Borgonha

Sem dúvida nenhuma o Chablis é o vinho branco mais conhecido do mundo, vindo de uma das regiões icônicas de produção da uva Chardonnay, única casta autorizada para a produção da bebida.

Embora a Chardonnay seja uma uva conhecida por se adaptar em todas as regiões do globo e expressar muito bem as características de cada terroir, em Chablis ela é considerada excepcional, dando origem a vinhos secos, ácidos e aromáticos, com notas herbáceas, de grama molhada, e cítricas, como lima-limão. São vinhos extremamente minerais!

Ela é produzida na região da Borgonha, na França, em uma Appellation d’Origine Contrôlée (AOC) de três mil hectares ao redor do vilarejo de Chablis. Embora seja uma sub-região da Borgonha, Chablis é uma das únicas que fica separada das demais, ao norte, a 120 quilômetros de Dijon.

Vilarejo de Chablis, na Borgonha.

Vilarejo de Chablis, na Borgonha.

Devido a sua localização, o frio na região é desafiador para os agricultores. Seus invernos são rigorosos, suas primaveras frias e os verões têm as noites bastante geladas. O clima em Chablis é semi-continental, não possui influências marítimas e tem grandes variações de temperatura ao longo do ano. A principal dificuldade que os agricultores enfrentam são as geadas e chuvas de granizo, que acabam levando grande parte das safras produzidas por lá.

Por isso, a safra é tão importante para escolher um bom Chablis. Hoje, as safras de 2010, 2011, 2012 e 2013 são as com mais alta pontuação Robert Parker.

O solo de Chablis é único no mundo: muito antigo, ele é composto de fósseis de ostras, já que na pré-história toda a região ficava embaixo do mar. No entanto, os vinhos variam de qualidade de acordo com o vinhedo em que foram produzidos: quanto mais próximos do centro, melhores os solos e os vinhos, e quanto mais afastados da cidade, piores os solos e, consequentemente, os vinhos vindos destes vinhedos.

Região francesa de Chablis.

Região francesa de Chablis.

Existem quatro tipos principais de Chablis: os Petit Chablis, os Chablis AOC, os Chablis Premiere Crus e os Chablis Grand Crus.

Os Petit Chablis são vinhos mais simples e leves, feitos para serem bebidos jovens. Eles são produzidos em uma região que fica na borda de Chablis. Já os Chablis AOC são os mais populares e tradicionais da denominação de origem. Os Chablis Premiere Crus levam o nome de um dos 40 vinhedos que possuem essa classificação, enquanto os Chablis Grand Crus, a classificação mais premium da região, são produzidos em apenas sete vinhedos.

Enquanto os Chablis AOC e os Petites Chablis são ideais para acompanhar ostras frescas, os Chablis Premier Cru e os Grand Cru devem estar acompanhados de pratos com sabores mais intensos.

O Vinho Branco William Fèvre Chablis 2014 foi elaborado pelo enólogo William Févre e mantém o frescor, a alta mineralidade e a acidez natural da Chardonnay  de Chablis.

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Vinho Branco William Fèvre Chablis 2014 750 mL

O Mosel alemão

Mosel é a mais antiga região vinícola da Alemanha, e é considerada a maior em cultivo de vinhas em encostas: ao todo são 9.000 hectares de vinhedos cultivados em terraços ao longo dos vales dos rios que cortam a região. Desses, 5.273 hectares (cerca de 60%) são dedicados ao cultivo da nobre casta Riesling, que dá origem a um dos melhores vinhos brancos do mundo, sob a denominação de Mosel.

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A produção de vinho na região é datada de cerca de dois mil anos atrás, sendo iniciada pelos romanos na época em que ocuparam a região. Ruínas desse período ainda podem ser encontradas com facilidade, e belíssimos prédios históricos são encontramos em Trier, a mais antiga cidade alemã, fundada pelo imperador romano Augusto em 16 antes da Era Comum.

Essa grande região é cultivada por uma série de pequenos agricultores, são quase 5.000 produtores de vinho que cultivam suas vinhas em 524 vinhedos diferentes.

Mosel é cortada por três rios, o Mosel, o Sarre e o Ruwer, que cortam as encostas com curvas sinuosas. A característica mais interessante do terroir local é que, assim como Chablis, os terrenos onde hoje são plantados os vinhedos ficavam, na pré-história, no fundo do mar, em praias ou áreas de maré, sendo formados por antiquíssimos sedimentos de oceanos do passado.

O Rio Mosel percorre a França e Luxemburgo antes de entrar em território Alemão. Uma vez no país, ele percorre mais de 560 quilômetros de vinhedos antes de desembocar no Rio Reno.

O clima do vale é bastante privilegiado, já que a região se encontra em uma das porções mais quentes da Alemanha, com invernos pouco rigorosos e verões amenos. A temperatura anual de Mosel fica em torno de 9 a 10ºC. Além disso, o nevoeiro que se levanta do rio e cobre parte dos vinhedos favorecem o aparecimento da podridão nobre, responsável por produzir um dos vinhos doces mais importantes do mundo.

A inclinação dos vinhedos também é um fator importante, além da face das colinas que estão voltadas para o sol. Na face norte quase não existem vinhedos plantados,

Os vinhos brancos de Mosel são extremamente minerais e elegantes, e harmonizam muito bem com joelho de porco crocante e carne de javali.

Prove um típico vinho branco de Mosel com nuances de lima, carambola e flores com esse Vinho Branco Fritz Haag Riesling Trocken 2014.

Vinho Branco Fritz Haag Riesling Trocken 2014 750 mL

Vinho Branco Fritz Haag Riesling Trocken 2014 750 mL

Os brancos do Vale do Loire

O Vale do Loire é um destino turístico imperdível tanto para os amantes de vinhos quanto para os de história. Considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, a região é o 4º destino mais visitado da França. Em meio aos vinhedos e castelos do Loire nasce alguns dos melhores vinhos brancos do mundo – e talvez os mais longevos!

O Vale do Rio Loire fica localizado na região central da França. Ao longo do rio foram construídos, durante os séculos XV, XVI e XVII, os castelos da nobreza francesa, que migravam para a região durante os seus retiros de verão. O rio é um dos mais longos do país e, por isso, teve importância histórica ao conectar a região com os mercados externos, principalmente com a Inglaterra.

Os vinhos chegaram dois mil anos atrás na região pelas mãos dos romanos e, após a queda do Império, seu cultivo foi praticamente inteiro dominado pelos monges, que fizeram um árduo trabalho de seleção dos melhores terroirs e de fundação dos primeiros vinhedos.

Um dos châteaus da região do Loire, na França

Um dos castelos da região do Loire, na França

Embora o Vale do Loire seja dividido em várias regiões produtoras, todos os vinhos da bacia do rio possuem características fortes em comum, como a leveza e a acidez. Os climas e terroirs são específicos em cada denominação de origem, mas apenas cinco variedade de uvas são cultivadas em toda a grande região, e mais da metade dos vinhos produzidos são brancos.

As temperaturas da região tornam os vinhos delicados, ácidos e refrescantes, com baixo teor alcoólico. Características que os tornam ideias para combinações gastronômicas diversas. A marca do Loire é o modo como a vinicultura é tratada, de forma quase minimalista, evitando o uso de agrotóxicos e madeira. A ideia é que a bebida consiga expressar o máximo possível dos terroirs e de suas frutas.

Os vinhos brancos do Loire podem ser divididos, em linhas gerais, entre os vinhos brancos secos do leste e oeste, e os doces do centro.

A casta Chenin Blanc – originária da região – se expressa da forma mais natural possível e dá origem aos vinhos brancos secos e doces e a espumantes. Para os vinhos secos são duas as regiões mais importantes: Vouvray e Savennières, cada uma com características de solo e microclimas distintos. Os doces produzidos pela Chenin Blanc (Demi-sec, Mouelleux e Doux) podem chegar a impressionantes 50 anos de idade, alguns chegando até a um século de vida. Já os espumantes mais notáveis feitos da casta são encontramos em Pétillants, Mousseux e Crémants.

Os vinhos de Sauvignon Blanc, por sua vez, são produzidos principalmente nas regiões de Sancerre e Pouilly-Fumé, de onde saem brancos com notas minerais e cítricas, frutas e especiarias. Esses vinhos são muitíssimos saborosos e os de Pouilly-Fumé ganham ainda um tom de cremosidade, enquanto os de Sancerre se destacam pela acidez e mineralidade.

Por último, temos a Melon de Bourgogne, uma prima da Chardonnay que é cultivada  na região de Muscadet. O vinho branco de Muscadet é bastante seco, um pouco salgado, que harmoniza perfeitamente bem com camarões, ostras, mexilhões e outros frutos do mar do norte da França.

Não perca a oportunidade de experimentar o Muscadet, conhecido por “vinho do oceano”!

Vinho Branco Gadais Muscadet de Sèvre & Maine 2013 750 mL

Vinho Branco Gadais Muscadet de Sèvre & Maine 2013 750 mL

Os Chardonnays da Califórnia

A Chardonnay é a variedade de uva branca mais cultivada na Califórnia, especialmente nas regiões mais frias e expressam mais equilíbrio do que carvalho. O consumo de vinhos brancos feitos a partir da casta nos EUA é enorme: estima-se que cerca de 21% dos vinhos de mesa vendidos nos supermercados do país são feitos a partir dela (dados de Gomberg-Fredrikson & Associates).

Conhecida por suas notas de maçã verde, figo e sabores cítricos, os Chardonnays da Califórnia possuem alta acidez e aromas complexos. No entanto, os vinhos brancos californianos costumam passar Por envelhecerem em barris de carvalho, ganham também notas tostadas, de baunilha e manteiga.

Napa Valley, na Califórnia.

Napa Valley, na Califórnia.

O cultivo da Chardonnay na Califórnia remonta aos anos 1800, embora sempre limitado devido ao baixo rendimento da casta. Durante a Lei Seca nos EUA, grande parte das vinhas foram arrancadas da terra, mas os vinhedos de Vale Livermore e Santa Cruz Mountains conseguiram sobreviver. Foi a partir da década de 1970 e 80, no entanto, que o cultivo da Chardonnay cresceu com a popularização dos seus vinhos no mercado estadunidense com o “boom” dos vinhos brancos.

O clima da viticultura californiana depende em grande escala de sua proximidade e relação com o Oceano Pacífico e a penetração da neblina de verão que se forma ao longo da costa e diminui as temperaturas dos vinhedos, equilibrando o tempo seco.

A Chardonnay é cultivada principalmente nas regiões de Mendocino e Lake e Sonoma, onde ainda é a casta mais cultivada, principalmente no Russian River Valley, Sul de Sonoma e Carneros e Napa Valley, além da Costa Central.

Quer aprender mais sobre cada tipo de uva branca? Confira aqui nossa matéria sobre os aromes e sabores das principais casta brancas do mundo!

As uvas brancas da Espanha

Você sabia que a uva mais cultivada da Espanha é branca? Conheça as principais uvas brancas que fazem sucesso na Espanha!

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Airén

Eis a uva mais cultivada da Espanha. Acredite. São grandes as chances de você nunca ter ouvido falar nela, pois é mais utilizada para fazer vinhos brancos econômicos de La Mancha ou brandies. Assim como a Pinot Grigio, é uma casta neutra, com bastante acidez e pouca expressão de aromas e sabores.

Verdejo

No passado, a Verdejo era utilizada para fazer vinhos fortificados no estilo de Jerez, suscetíveis à oxidação. Atualmente é mais comum encontrar dois estilos de Verdejo: os vinhos leves e ácidos, com notas de melão e pêssego; e os vinhos mais ricos e encorpados, que passaram mais tempo em contato com as cascas da uva ou estagiaram em barris de carvalho. É comum encontrar seus exemplares na região de Rueda, próximo à Ribera del Duero.

Albariño

Mais conhecida como Alvarinho, como é chamada em Portugal (é a principal uva da região do Minho e de Vinhedo Verde), a uva é mais cultivada no noroeste da Espanha. Está presente em toda a Galícia, mas seus melhores exemplares estão sobretudo na região de Rías Baixas. Sua pele grossa suporta com mais resistência a umidade do Atlântico que influencia diretamente a região. Seus vinhos, extremamente aromáticos, têm notas de pêssego e damasco, podendo apresentar caráter mineral.

Garnacha Blanca

Assim como a Garnacha (tinta), a Garnacha Blanca está mais presente na costa do Mediterrâneo do que em outras regiões da Espanha. É conhecida por seus vinhos brancos encorpados, com alta graduação alcoólica e um toque da usual fermentação em carvalho. Os vinhos feitos de Garnacha Blanca normalmente têm pouca expressão de fruta, embora sofram evolução do caráter oxidativo com bastante agilidade (apresentando notas de frutos secos antes de outros vinhos brancos, por exemplo).

Godello

Vinhos brancos com potencial de guarda na Espanha? Sim, e feitos de Godello. Assim como a Albariño, a Godello se deu bem na região da Galícia, no noroeste da Espanha. A Godello em muito lembra a Chardonnay – uma uva neutra, que se adapta ao terroir e se beneficia do envelhecimento em carvalho.

Parellada, Macabeo (Viura) e Xarel-lo

Embora as uvas tenham grande importância na região da Catalunha, sobretudo por serem o pilar de Cava, o espumante mais emblemático do país ibérico, as castas não têm grande importância individualmente. A Macabeo é a única das três que também se destina à produção de vinhos tranquilos, principalmente em Rioja, onde é também conhecida como Viura. Seus vinhos apresentam boa acidez, tem aromas de ervas e especiarias. Quando envelhecidos em madeira, são vinhos de cor profunda, com notas de frutos secos (caráter oxidativo).

Palomino e Pedro Ximenez

A Palomino dá origem a 90% dos vinhos de Jerez de La Frontera, em Andaluzia. Trata-se de uma uva neutra, assim como a Pedro Ximenez, e que tem acidez baixa. Essas características são ideais para mostrar o estágio oxidativo do vinho, que não apresenta o caráter varietal da cepa.


Por Gustavo Jazra

Escolhendo o vinho certo: Uvas para saber de cor

Existem milhares de variedades de uvas viníferas diferentes. E é praticamente impossível conhecer todas elas, mas existem algumas características das principais cepas que são imprescindíveis na hora de escolher um vinho para agradar o seu paladar!

Agora que você já deu o primeiro passo na hora de escolher o seu vinho – e sabe se prefere um exemplar do Novo ou do Velho Mundo (se não deu o primeiro passo, clique aqui!) -, pode partir para a escolha da uva. Mas são centenas, senão milhares de variedades de uvas viníferas. Por isso, listamos as mais populares abaixo.

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Uvas tintas

Cabernet Sauvignon

Intensa em aromas de groselha, notas herbáceas, de tabaco, café e baunilha, é também conhecida por seus vinhos bem estruturados, tânicos e encorpados. No Novo Mundo, os Cabernets tem sabores de frutas maduras e taninos macios, enquanto que os do Velho Mundo são austeros e taninos rugosos.

Merlot

Maciez é a característica mais marcante da Merlot – por isso, seus vinhos são tão fáceis de beber. Tem aromas exuberantes de frutas negras e violetas no Novo Mundo e caráter terroso no Velho Mundo.

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São as ameixas maduras, o frescor de menta e o perfume das pétalas de violeta que dão tipicidade à Malbec no Novo Mundo – isso sem falar na estrutura tânica e encorpada da uva. Os poucos exemplares do Velho Mundo são sóbrios e com taninos muito adstringentes.

Carménère

As notas vegetais de pimentão verde são marca registrada da Carménère, que também dá origem a exemplares frutados e com notas de madeira. Corpo e acidez médios. É raro encontrar vinhos da variedade fora do Chile.

Pinot Noir

Aromas de frutas silvestres dominam o nariz de Pinots mais jovens, que ganham toques terrosos e herbáceos com o passar dos anos. No Novo Mundo, a uva dá origem a tintos mais encorados e com menor acidez, enquanto que no Velho Mundo se apresenta leve e elegante.

Syrah ou Shiraz

Frutas negras e suculentas dão estrutura aos aromas da Syrah, mas são as notas de especiarias que caracterizam seus tintos de corpo médio a encorpados. A marca do Novo Mundo são as especiarias doces, como canela e cravo, e as frutas maduras, enquanto que no Velho Mundo vão mais para pimenta-preta e frutas frescas.

shutterstock_128724788Tempranillo

Morangos maduros e geleia de frutas vermelhas dão personalidade aos Tempranillos, tintos de corpo médio a encorpado e tânicos.


Sangiovese

Com aromas mais tímidos, nos mostra notas que vão de ameixas a tomates com toques de ervas para chá e especiarias. Seus vinhos tem corpo médio, alta acidez e muitos taninos.

Uvas brancas

Chardonnay

No Novo Mundo tem aromas de frutas tropicais, são encorpados e têm baixa acidez; os do Velho Mundo tendem para as frutas cítricas e brancas, e têm maior acidez.

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Aromas de frutas amarelas, como maracujá e limão, são mesclados às notas herbáceas. Em boca, apresenta acidez bastante alta e corpo leve.

Moscato

Muito aromáticos, apresentam notas de buquê de flores e frutas brancas. Podem ter paladar doce ou seco, mas normalmente têm corpo leve e acidez moderada.

Riesling

Seus aromas vão de limão, damasco e maçã a querosene e mel. Versátil, produz vinhos secos ou doces, encorpados ou leves, mas sempre com boa acidez.

Torrontés

Muito aromática, é marcada pelo caráter perfumado floral e frutado que assume à taça, mas de acidez e corpo médios.

Gewürztraminer

Uva de casca rosada e pequenas bolinhas pretas, traz aromas de lichia, rosas, amêndoas e até alguns toques defumados. Muito aromática, tem corpo e acidez médios.

Pinot Grigio

Pouco aromáticos, de corpo leve e acidez alta, a Pinot Grigio produz vinhos sutis, mas agradáveis – com delicadas notas de mel, fumaça e especiarias.


Por Gustavo Jazra

Conheça as principais uvas cultivadas na Argentina

A Malbec você já conhece. Mas será que já ouviu falar nas uvas Bonarda ou Torrontés? Saiba Tudo Sobre Vinhos argentinos com a Grand Cru!

Uvas argentinas Tintas

A variedade de cores e tipos de uvas da Argentina é notável perto do Chile. Entre as principais uvas tintas cultivadas encontramos, da maior para a menor área plantada, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Trempanillo, Sangiovese e Pinot Noir e Barbera, além da Bonarda, que perde apenas para a Malbec em importância no país.

Bonarda

Quantas vezes já ouviu falar na Bonarda ou se deparou com um rótulo que estampasse esse nome numa prateleira de mercado? Não nos surpreenderia ouvir “nenhuma” como resposta. Porém, ela é a segunda uva tinta mais cultivada de toda a Argentina. Cheia de frutas vermelhas e negras, origina vinhos frescos, vibrantes e de boa relação custo-benefício. Fazem um belo par com carnes assadas ou grelhadas. A acidez é suficiente para molhos vermelhos também.

Uma excelente sugestão para experimentar a uva bonarda é um vinho tinto de uma das mais importantes vinícolas argentinas, o Vinho Tinto Dante Robino Bonarda.

Vinho Tinto Dante Robino Bonarda 2013

Vinho Tinto Dante Robino Bonarda 2013

Syrah

Desde que começou a ser implantada na Argentina, a Syrah foi muito utilizada em cortes, entretanto, foi na última década que passou a ganhar maior atenção dos produtores. Melhor se adaptou a San Juan, mais especificamente no Vale de Tulum, onde recebe forte incidência solar. No entanto, é no frio de Mendoza, no Vale do Uco, que a africana desenvolve mais estrutura. Os Syrahs argentinos são marcados por frutas escuras e especiarias doces (como cravo e canela) que pedem por pratos apimentados e com especiarias, como um filet au poivre que proporcionará uma harmonização por contraste ou um tender com cravo e abacaxi, para uma harmonização por similaridade.

A Escohiruela Gascón conseguiu uma expressão fantástica da casta no Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Syrah 2015, com aromas de  ameixas frescas, cerejas maduras, framboesas, caramelo, chocolate em pó e baunilha.

Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Syrah 2015

Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Syrah 2015

Cabernet Sauvignon

A rainha das uvas tintas encontra também o seu lugar na Argentina. Com destaque para a região de Mendonza, a Cabernet Sauvignon encontra boa altitude, solo rochoso e bastante sol. Além disso, é colhida um pouco mais tarde, garantindo um sabor maduro aos vinhos. Eles são aromáticos, estruturados e com toques de frutas e especiarias. Se pensou em carnes assadas, molhos vermelhos ou falafel, pode ir em frente com uma taça de Cabernet argentino em mãos que será sucesso.

O Vinho Tinto Cobos Felino Cabernet Sauvignon 2014 é um clássico Cabernet argentino, com na boca, com amoras, cassis e pimenta vermelha.

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Vinho Tinto Cobos Felino Cabernet Sauvignon 2014

Pinot Noir

Conhecida pelos tintos mais sensuais de todos, a Pinot Noir também representa o que tem de melhor na Argentina. Delicada, precisa de um clima frio para amadurecer na medida exata, e foi em Mendoza e Neuquén, na Patagônia, que encontrou isso. A Pinot na Argentina  gera vinhos leves, frescos e frutados, com acidez mais alta que outros tintos argentinos e mais baixa do que Pinots franceses, por exemplo. Para harmonizá-lo, aposte em risoto funghi ou pizza margherita.

O Vinho Tinto Zorzal Terroir Unico Pinot Noir foi bastante premiado. Considerada pelo Guia Descorchados como uma safra excepcional, esse rótulo ainda ganhou 91 pontos Robert Parker.

Vinho Tinto Zorzal Terroir Único Pinot Noir 2013

Vinho Tinto Zorzal Terroir Único Pinot Noir 2013

Tempranillo

Ela não é uma das protagonistas do país, mas tem importância histórica inegável. Foi uma das primeiras cepas a chegar à Argentina, com os colonizadores espanhóis. Quando jovens e frescos, seus vinhos transbordam frutas silvestres, principalmente framboesas e amoras. Muitas vezes, é vinificada no estilo de seu país de origem, a Espanha, e passa por repouso em barrica, quando ganha, além de mais estrutura, notas de alcaçuz e torra. É o vinho ideal para embutidos ou pratos com batatas, como tortilha.

Experimente uma expressão argentina da casta espanhola com o Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Tempranillo 2015, um vinho intenso e fácil de agradar.

 Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Tempranillo 2015 750 mL


Vinho Tinto Escorihuela Familia Gascón Tempranillo 2015 750 mL

Uvas argentinas Brancas

A Torronés é a mais importante uva branca cultivada na Argentina, enquanto a Viognier , embora ainda pouco conhecida, é a mais aromática das variedades de casca clara que crescem no país. Entenda a diferença entre essas duas uvas e veja nossas indicações para quem quer experimentá-las:

Torrontés

Torrontés de Cafayate, sub-região de Salta. A Torrontés é, de longe, a variedade branca mais importante da região, e também uma das mais cultivadas da Argentina. Seus vinhos têm inconfundíveis aromas florais e frutados, além de corpo médio, alta graduação alcoólica e acidez média. Ou seja, ótimos para harmonizar saladas substanciosas, que levem frango ou peito de peru, ou risoto de queijos.

Nunca provou um vinho branco argentino e não quer errar na hora da escolha? Aposte no  Vinho Branco Coquena Torrontés safra 2015.

Vinho Branco Coquena Torrontés 2015 750 mL

Vinho Branco Coquena Torrontés 2015 750 mL

Viognier

Extremamente aromática e elegante, a Viognier é recente na Argentina. Entretanto, já tem feito muitos produtores abrirem os olhos (justamente para ela!). Podem ser encontrados vinhos frescos, para consumo imediato, com notas florais, de frutas tropicais e caramelo; além dos envelhecidos em carvalho, que ganham toques amendoados muito característicos. Peixes brancos mais gordos, como filé de saint peter, podem ser um ótimo acompanhamento. Se preferir, filé de frango ou saladas com molhos brancos também são boas sugestões.

Uma boa opção para quem quer provar essa casta é o Vinho Branco Escorihuela Gascon Viognier 2015 é perfeito para acompanhar saladas com queijo brie e damascos, salmão grelhado ao molho de maracujá e torta de damascos.

Vinho Branco Escorihuela Gascon Viognier 2015

Vinho Branco Escorihuela Gascon Viognier 2015


Por Equipe Grand Cru