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A Syrah pelo mundo: Vale do Rhône, Austrália, África do Sul, Argentina e Chile

A Syrah, também conhecida como Shiraz, é uma das seis variedades de uvas tintas mais cultivadas no mundo. Considerada uma das cepas mais antigas da humanidade, sua origem se perde no tempo desde a época da antiguidade clássica pelas terras do Oriente Médio. No entanto, o primeiro registro oficial do cultivo da cepa data apenas do século XII, momento em que ela aparece como um cruzamento natural entre a Mondeuse Blanche, branca, e a Dureza, tinta, na França.

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Quais as uvas tintas mais plantadas do mundo?

O primeiro nome que vem à cabeça, Cabernet Sauvignon, “a rainha das uvas tintas”, é mesmo o da casta mais popular? Confira o TOP 5 das uvas mais cultivadas com o Sommelier Grand Cru!

Desde o início da década de 1990, a área de cultivo das uvas viníferas Cabernet Sauvignon e Merlot duplicou ao redor do mundo, constatou um estudo desenvolvido pela Universidade de Adelaide, na Austrália, em 2010. Ao todo, foram analisadas 1.271 uvas em 421 regiões divididas entre 44 países.

A razão? A região de Bordeaux, que já era consagrada dentre os países que mais consumiam vinho até então, começou a se espalhar mundo afora com a economia globalizada e levou o nome das variedades, literalmente, para a boca do povo.

As uvas tornaram-se assim populares e passaram a ser as mais pedidas pelos novos consumidores, desbancando Airén, Grenache e Rkatsiteli. Além disso, a preferência desse novo paladar por vinhos tintos mudou também a configuração das outras variedades.

O que você sabe sobre as cinco variedades tintas mais cultivadas ao redor do mundo? Veja uma indicação de vinho da Grand Cru para cada uva no final da descrição.

5) Grenache, do TOP 3 à 5ª posição

Se acha que nunca provou um Grenache sequer, comece a pensar quando foi a última vez em que abriu um Rhône, Châteauneuf-du-Pape, Priorato, Rioja ou um rosé de Navarra. Ela é mais popular em cortes do que em varietal. Originada na região da Catalunha, a uva também é conhecida como Garnacha, Garnatxa e Cannonau.

São normalmente vinhos de regiões quentes e, portanto, alcoólicos e pouco ácidos, que apresentam aromas de frutas vermelhas e negras, especiarias, castanhas, café e couro. Aromáticos, sim, só não espere muitos taninos deles (ao menos nos varietais!).

Vinho Tinto Menguante Tempranillo

Vinho Tinto Menguante Grenache

4) Syrah, do Rhône à Barossa

Mesmo ganhando um nome adaptado ao Novo Mundo, Shiraz, seu lar ainda é a França, onde é mais cultivada. Entra no rol de uvas do Rhône, sendo sua região de maior prestígio Côte-Rôtie. Chile, Itália, África do Sul, Estados Unidos, Argentina, Espanha… Todos esses países receberam bem a uva, mas foi em Barossa Valley, na Austrália, onde ela melhor se adaptou fora de casa.

Das notas de frutas silvestres, às picantes, de chocolate e tabaco, é uma uva que normalmente recebe tratamento em barril de carvalho. Seus vinhos normalmente trazem taninos e acidez médios, o que lhes garante algum tempo em adega.

Vinho Tinto Matetic Corralillo Syrah

Vinho Tinto Matetic Corralillo Syrah

3) Tempranillo, uva com sotaque espanhol

Se num cenário em que os vinhos brancos eram os mais consumidos, a Airén tinha seu lugar garantido, ela foi aos poucos cedendo esse espaço à Tempranillo, que passou de 5% dos vinhedos espanhois para 20% deles. Rioja e Ribera del Duero que o digam! Seu nome pode mudar dependendo da região espanhola e portuguesa (a variedade também se deu bem nas terras do país vizinho): Tinta del Toro, Tinta del País, Tinta Roriz e Aragonez.

Cereja, ameixa, tomate, couro, tabaco e baunilha são as notas mais esperadas de um típico vinho da casta. A uva tem taninos e acidez médios, mas às vezes chega a ser mais suculento do que a Cabernet Sauvignon. Se gosta de Cabernet, Grenache e Merlot, são grandes as chances de se identificar com o sotaque espanhol da Tempranillo.

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Vinho Tinto Algarién Tempranillo

2) Merlot e sua inconfundível maciez

É justamente pela sua característica mais marcante que os vinhos de Merlot são mais fáceis de beber. Sua maciez é seu trunfo, e faz com que as palavras suculento e sedoso sejam vulgarmente utilizadas para descrever seus vinhos. E não vá pensando que a disputa com a Pinot Noir no filme “Sideways – Entre umas e outras” a diminuiu mundo afora.

Ainda é a principal uva de Pomerol, terra do Château Petrus, além de grandiosos e rebeldes Supertoscanos, e isso sem falar nos norte-americanos, australianos e chilenos. Suas frutas, cereja, amora e ameixa, ganham toques especiais de grafite, cedro, tabaco e baunilha. Seria um perfeito equilíbrio entre a austeridade da Cabernet Sauvignon e da delicadeza da Pinot Noir.

Vinho Tinto Humberto Canale Merlot

Vinho Tinto Humberto Canale Merlot

1) Cabernet Sauvignon, “a rainha das uvas tintas”

Da França, sua terra natal, para o mundo (e não é exagero!). Já parou para pensar em algum lugar do mundo em que “a rainha das uvas tintas” ao menos não marque presença? É uma missão e tanto!

É claro que suas características variam de região para região, mas ter um à taça é começar a procurar imediatamente por cerejas, groselhas e amoras; além de outras notas, como tabaco, couro, baunilha e violeta. Uma coisa, ao menos, é certa: Cabernet que é Cabernet é encorpado.

Vinho Tinto Circus Cabernet Sauvignon

Vinho Tinto Circus Cabernet Sauvignon

Château Angélus dá consultoria à vinícola do Líbano El-IXSIR e vinho surpreende em degustação da Grand Cru

Première Grand Cru Classé de Bordeaux dá consultoria à vinícola que nasce no Líbano para tornar-se a melhor. Conheça a vinícola AI-IXSIR com o Sommelier Grand Cru!

Al-IXSIR, do árabe, quer dizer elixir. É a forma mais pura de todas as substâncias, uma poção secreta que concede juventude eterna e amor. A vinícola AI-IXSIR foi, portanto, batizada assim, por um grupo de amigos que partilham o desejo de criar os melhores vinhos que o Líbano tem para oferecer, e estão dispostos a não poupar gastos para realizar este sonho.

O consultor de vinificação é Hubert de Boüard, do Château Angélus, e as uvas são selecionadas a partir dos melhores terroirs do Líbano, patrocinando o desenvolvimento sustentável nas comunidades de produtores.

A vinícola AI-EXSIR

 

A adega situa-se abaixo de uma mansão histórica em Basbina, e a combinação de seus elementos arquitetônicos é de tirar o fôlego: linhas modernas e elegantes foram adicionadas à herança antiga. E eles não bricam em serviço: os vinhos de altitudes são assim nomeados, pois as uvas são provenientes de terroirs de mais de mil metros de altitude, no vale do Bekaa; enquanto que os vinhos Grand Reserva são poderosos, ricos e estruturados, em decorrência do descanso em carvalho.

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A degutação de EI-EXSIR

A loja da Grand Cru Bela Cintra foi palco de uma degustação dos vinhos da AI-IXSIR, e o que mais surpreendeu foi o EI-IXSIR 2009, de corte Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Seu visual vermelho rubi é profundo e ganha reflexos violáceos conforme for girando a taça. No nariz, traz aromas complexos, que vão de ameixa, amora e cereja negra madura, a especiarias, couro, tostados e baunilha (a longa passagem por carvalho novo é que garantiu tamanha complexidade aromática). Em boca, nota-se a estrutura harmoniosa e a persistência.

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