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Especial Dia da Grenache: conheça uma das uvas mais cultivadas do mundo

Grenache, ou Garnacha, como é chamada na Espanha, é uma das uvas mais cultivadas no mundo! Essa informação pode ser surpreendente já que, de nome, não é uma uva muito conhecida. O motivo por trás disso é que embora seja muito popular na vinicultura, ela costuma ser mais utilizada na produção de vinhos de cortes. E, como é costume nos vinhos das principais regiões onde ela cultiva, a Espanha e a França, não colocar o nome das uvas do corte o rótulo, a Grenache acaba passando despercebida.

A cepa ocupa a sétima posição no ranking das 10 uvas mais cultivadas do mundo, passando na frente de importantes castas, como a Sauvignon Blanc, a Trebbiano Toscano e a Pinot Noir. E faz parte da composição de importantes vinhos da regiões de Rioja, Rhône, Sardinia, Languedoc-Roussillon, Aragon, Priorat e Maresme. Como exemplos podemos citar sua presença nos cortes dos Châteauneuf-du-Pape e Priorat, nos rosés de Provence, e acompanhando a Tempranillo no Rioja. A também faz parte de um corte que, de tão famoso, e chamado apenas pela siga GSM, ou Grenache, Syrah e Mourvèdre.

Embora a França e a Espanha sejam responsáveis pela maior parte da plantação da cepa, outros países também conseguiram cultivá-la, como a Itália, os Estados Unidos, a Austrália, o México, o Marrocos, e até mesmo no Brasil.

Devido à sua importância para a produção de alguns dos vinhos mais mais importante do mundo, dedicaremos a matéria de hoje para contar a história da uva Grenache. Boa leitura!

A história da Grenache

Aragon, no norte da Espanha, é o berço da Grenache de onde a cepa se espalhou, chegando até a Catalunia e nas primeiras regiões francesas, como a Rousillon, e italianas, como Sardenha. A partir dessas regiões a uva chegou até Languedoc e o Rhône, terroirs onde a uva se estabeleceu no século XIX. Foi no século XX que a uva consolidou sua presença em Rioja, onde foi replantada após a epidemia de Phylloxera.

Grenache Day

Toda terceira sexta-feira de setembro é comemorado o Grenache Day! O dia especial da cepa existe desde 2010 e foi instituído durante o evento evento Grenache Symposium. O objetivo em marcar essa data é tornar a Grenache, que é uma das uvas mais cultivadas do planeta, mais reconhecida pelas pessoas mundo afora.

As principais características da Grenache

Uma das principais características da cepa é que ela tem colheita tardia. Por isso, ela precisa de calor e de um clima árido para chegar à maturidade, e é muito resistente a ventos fortes devido à boa quantidade de madeira de suas videiras, sendo ideal para os terroirs espanhóis.

Por ser colhida tardiamente, é uma uva como elevada doçura e isso explica o seu potencial para gerar vinhos com bom grau alcoolico. Sua uva é pequena e possui a casca fina e pouco pigmentada, com poucos taninos.

A casta ganhou muitos nomes à medida que se espalhou pelo mundo. Algumas de suas principais variações são as seguintes:

  • Garnacha ou Garnacha Tinta – Espanha
  • Garnatxa – Catalunha
  • Roussillon – Franca
  • Rooi Grenache – África do Sul
  • Cannonau – Córsega e Sardenha, na Itália

A Grenache já foi utilizada em cruzamentos e deu origem à duas castas bastante famosas, a Alicante Bpuschet, reusltado do cruzamento entre a Petit Bpuschet e a Grenache, e a portuguesa Caladoc, resultado do cruzamento entre a Grenache e a Malbec.

Como são os vinhos produzidos com Grenache?

Os vinhos feitos a partir da cepa costumam trazer aromas típicos, como os de amora, mirtilo, morango, groselha, cereja e ameixa, além de especiarias e pimentas.

Os vinhos produzidos com Grenache são aromáticos, com poucos taninos e baixa acidez, e podem ser tintos, brancos, rosés e vinhos de sobremesa.

Harmonizando a Grenache

A textura e o bom corpo dos vinhos feitos de Grenache tornam-os versáteis para harmonizar com diversos pratos. Em especial os picantes e com bastante condimentos, que combinam com os aromas da bebida.

O chocolate amargo pode ser também uma opção interessante, uma vez que que harmoniza com um das possíveis notas de sabor da Grenache.

Que tal experimentar um vinho típico da uva Grenache? O vinho tinto Menguante 2015 é uma ótima opção, orgânico e com aromas florais.

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Vinho tinto Menguante Garnacha 2015 750 mL

A história da uva Carménère

Parece que as uvas francesas gostam mesmo dos solos da América Latina. A história da Malbec você já conhece, mas sabia que a Carménère também é outra cepa europeia que encontrou seu lugar ao sol aqui pertinho?

Vamos ao princípio. Por muito tempo, lá na França, principalmente pelas propriedades de Bordeaux, a Carménère e a Merlot eram cultivadas juntas, até por terem um tempo de amadurecimento bastante parecido. Tornou-se extremamente tradicional em Bordeuax e em outros cortes franceses até que…

Como sabemos, fim do século 19, chegou a praga filoxera e devastou os vinhedos da França. Foi aí que muitos enólogos e agrônomos trouxeram castas europeias para a América na tentativa de recuperá-las. Foi então que a Carménère chegou ao Chile confundida com a Merlot – além de serem fisicamente parecidas, a Carménère, como era colhida junto com a Merlot, também ganhava notas herbáceas. E durante anos a fio as duas foram plantadas, vinificadas e consumidas como se fossem a mesma.

Até que alguns enólogos no Chile começaram a perceber que algumas vinhas de “Merlot” demoravam mais para amadurecer e decidiram fazer análises comparativas. Só então descobriu-se que eram uvas diferentes e as notas verdes e os taninos duros da Carménère só se destacavam tanto porque ela estava sendo colhida no tempo errado, é uma uva de maturação mais tardia do que a Merlot.

Descoberto o potencial da cepa no Chile, alguns enólogos começaram a trabalhá-la de maneira tão cuidadosa e eficiente que hoje o país detém alguns dos melhores exemplares de Carménère, enquanto lá na França… Bem, raramente se vê um rótulo com ela.

Por muitos anos confundida com a Merlot, a cepa mostrou todo o seu potencial no país andino e hoje faz sucesso mundo afora, inclusive é uma das castas preferidas dos brasileiros.

E se quer uma dica, saiba que são vinhos ótimos para harmonizar com variados tipos de pizza – marguerita, calabresa e afins – ou carnes magras, massas com ragu e aves de caça, como pato. Além de reter boa acidez para harmonizar, os Carménères chilenos ganham mais corpo do que os franceses e taninos presentes, porém macios. São vinhos herbáceos, de boa estrutura e fáceis de beber.

O Impetu é feito 100% de Carménère. Produzido na região do Vale Central, este vinho acompanha da noite de pizza com a família ao churrasco na casa de amigos. Um rótulo para ter em casa para todas as ocasiões!

Vinho Tinto Impetu Carménère 2015 750 mL

Vinho Tinto Impetu Carménère 2015 750 mL


 

Por Carol Oliveira

O Dia Mundial da Malbec: 17 de abril

Precisa de motivos para celebrar o Malbec World Day? Saiba o que – e como – comemorar o dia da mais argentina das cepas com o Sommelier Grand Cru!

Celebrado desde 2011, o Dia Mundial da Malbec foi criado pela organização Wines of Argentina para comemorar o desenvolvimento da uva mais emblemática do país, a Malbec, que também marcou importante passo para a transformação da vitivinicultura do país como um todo.

Para entender a escolha da data, é necessário voltar ao 17 de abril de 1853. Foi exatamente este o dia em que a cepa chegou, pela primeira vez, em solo argentino – e nas mãos do agrônomo francês Michel Aimé Pouget. À época, havia um esforço do governo da Argentina para melhorar a indústria do país com base na incorporação de novas variedades.

E tudo indica que Pouget acertou em cheio e deu o primeiro passo para que os vinhos argentinos tivessem a imagem e popularidade que têm hoje.

Da França ao número um da Argentina

Para quem não sabe, a Malbec se originou no sudoeste da França, na cidade de Cahors, onde era mais conhecida por “Cot”. O que ninguém esperava é que, 10 anos depois de a cepa chegar à Argentina, em 1863, praticamente todas as vinhas europeias seriam dizimadas pela filoxera, o que diminuiu drasticamente o cultivo de Malbec (e de todas as outras uvas).

Além disso, a geada de 1956, outro trágico episódio da história da vitivinicultura da França, fez com que os únicos vinhedos originais de Malbec se encontrassem na Argentina. Foi nas tragédias francesas que os argentinos viram a oportunidade de reposicionar o vinho nacional ao redor do mundo e, em 1997, produziram o primeiro Malbec de qualidade superior, com envelhecimento em barril de carvalho.

Não só o vinho surpreendeu paladares do além-mar, como a cepa tornou-se uma nova “estrela” no cenário vinícola argentino, sobrevivendo até a crise que o país enfrentou na década de 1980.

O que é que a Malbec tem?

Só para se ter uma ideia do sucesso exponencial da cepa, num período de 20 anos – que foi de 1990 a 2009 -, suas áreas de cultivo cresceram 173%, passando de 10 mil hectares para 28 mil hectares (hoje já são 33 mil). Do total, 26 mil hectares marcam presença em Mendoza, principal região vitivinícola do país, seguido por San Juan (1,9 mil hectares), Salta (702 hectares), Neuquén (587 hectares), La Rioja (523 hectares) e outras.

Presente em praticamente todo o país, a uva emblemática da Argentina produz vinhos de diferentes estilos e com características que variam a cada terroir. Via de regra, pode esperar aromas de ameixas maduras e o frescor de folhas de menta de um típico exemplar. A Malbec também é famosa por seus vinhos encorpados, repletos de taninos potentes (usualmente amaciados pelo estágio em carvalho).

Como celebrar este dia?

A melhor maneira para comemorar o sucesso da Malbec na Argentina e no mundo é, sem dúvida, brindando com um à taça. E, para experimentar toda a tipicidade da Malbec, a pedida é o Vinho Tinto Cobos Felino, da argentina Vinã Cobos.

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Vinho Tinto Cobos Felino Malbec 2015 750 mL

Quais as uvas tintas mais plantadas do mundo?

O primeiro nome que vem à cabeça, Cabernet Sauvignon, “a rainha das uvas tintas”, é mesmo o da casta mais popular? Confira o TOP 5 das uvas mais cultivadas com o Sommelier Grand Cru!

Desde o início da década de 1990, a área de cultivo das uvas viníferas Cabernet Sauvignon e Merlot duplicou ao redor do mundo, constatou um estudo desenvolvido pela Universidade de Adelaide, na Austrália, em 2010. Ao todo, foram analisadas 1.271 uvas em 421 regiões divididas entre 44 países.

A razão? A região de Bordeaux, que já era consagrada dentre os países que mais consumiam vinho até então, começou a se espalhar mundo afora com a economia globalizada e levou o nome das variedades, literalmente, para a boca do povo.

As uvas tornaram-se assim populares e passaram a ser as mais pedidas pelos novos consumidores, desbancando Airén, Grenache e Rkatsiteli. Além disso, a preferência desse novo paladar por vinhos tintos mudou também a configuração das outras variedades.

O que você sabe sobre as cinco variedades tintas mais cultivadas ao redor do mundo? Veja uma indicação de vinho da Grand Cru para cada uva no final da descrição.

5) Grenache, do TOP 3 à 5ª posição

Se acha que nunca provou um Grenache sequer, comece a pensar quando foi a última vez em que abriu um Rhône, Châteauneuf-du-Pape, Priorato, Rioja ou um rosé de Navarra. Ela é mais popular em cortes do que em varietal. Originada na região da Catalunha, a uva também é conhecida como Garnacha, Garnatxa e Cannonau.

São normalmente vinhos de regiões quentes e, portanto, alcoólicos e pouco ácidos, que apresentam aromas de frutas vermelhas e negras, especiarias, castanhas, café e couro. Aromáticos, sim, só não espere muitos taninos deles (ao menos nos varietais!).

Vinho Tinto Menguante Tempranillo

Vinho Tinto Menguante Grenache

4) Syrah, do Rhône à Barossa

Mesmo ganhando um nome adaptado ao Novo Mundo, Shiraz, seu lar ainda é a França, onde é mais cultivada. Entra no rol de uvas do Rhône, sendo sua região de maior prestígio Côte-Rôtie. Chile, Itália, África do Sul, Estados Unidos, Argentina, Espanha… Todos esses países receberam bem a uva, mas foi em Barossa Valley, na Austrália, onde ela melhor se adaptou fora de casa.

Das notas de frutas silvestres, às picantes, de chocolate e tabaco, é uma uva que normalmente recebe tratamento em barril de carvalho. Seus vinhos normalmente trazem taninos e acidez médios, o que lhes garante algum tempo em adega.

Vinho Tinto Matetic Corralillo Syrah

Vinho Tinto Matetic Corralillo Syrah

3) Tempranillo, uva com sotaque espanhol

Se num cenário em que os vinhos brancos eram os mais consumidos, a Airén tinha seu lugar garantido, ela foi aos poucos cedendo esse espaço à Tempranillo, que passou de 5% dos vinhedos espanhois para 20% deles. Rioja e Ribera del Duero que o digam! Seu nome pode mudar dependendo da região espanhola e portuguesa (a variedade também se deu bem nas terras do país vizinho): Tinta del Toro, Tinta del País, Tinta Roriz e Aragonez.

Cereja, ameixa, tomate, couro, tabaco e baunilha são as notas mais esperadas de um típico vinho da casta. A uva tem taninos e acidez médios, mas às vezes chega a ser mais suculento do que a Cabernet Sauvignon. Se gosta de Cabernet, Grenache e Merlot, são grandes as chances de se identificar com o sotaque espanhol da Tempranillo.

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Vinho Tinto Algarién Tempranillo

2) Merlot e sua inconfundível maciez

É justamente pela sua característica mais marcante que os vinhos de Merlot são mais fáceis de beber. Sua maciez é seu trunfo, e faz com que as palavras suculento e sedoso sejam vulgarmente utilizadas para descrever seus vinhos. E não vá pensando que a disputa com a Pinot Noir no filme “Sideways – Entre umas e outras” a diminuiu mundo afora.

Ainda é a principal uva de Pomerol, terra do Château Petrus, além de grandiosos e rebeldes Supertoscanos, e isso sem falar nos norte-americanos, australianos e chilenos. Suas frutas, cereja, amora e ameixa, ganham toques especiais de grafite, cedro, tabaco e baunilha. Seria um perfeito equilíbrio entre a austeridade da Cabernet Sauvignon e da delicadeza da Pinot Noir.

Vinho Tinto Humberto Canale Merlot

Vinho Tinto Humberto Canale Merlot

1) Cabernet Sauvignon, “a rainha das uvas tintas”

Da França, sua terra natal, para o mundo (e não é exagero!). Já parou para pensar em algum lugar do mundo em que “a rainha das uvas tintas” ao menos não marque presença? É uma missão e tanto!

É claro que suas características variam de região para região, mas ter um à taça é começar a procurar imediatamente por cerejas, groselhas e amoras; além de outras notas, como tabaco, couro, baunilha e violeta. Uma coisa, ao menos, é certa: Cabernet que é Cabernet é encorpado.

Vinho Tinto Circus Cabernet Sauvignon

Vinho Tinto Circus Cabernet Sauvignon