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Receita: Rabo de toro

Uma receita típica da região espanhola de Toro, que harmoniza perfeitamente bem com a uva Tempranillo, chamada de Tinta de Toro por lá. Marinada em vinho tinto, esse prato é feito com o rabo do boi, considerada uma iguaria local.

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Receita: Cachorro quente à francesa do Chef Carlos Pita

Uma versão de cachorro quente com queijo gruyère, mostarda Dijon e salsicha picante, fácil e rápida de fazer. Confira a receita do Chef Carlos Pita.

Nível de dificuldade: Fácil| Rendimento: 1 porção | Tempo de preparo: 5 min

Ingredientes

  • 1 baguete de tamanho médio
  • 1 salsicha (tipo húngara) levemente picante
  • 60g de queijo gruyère
  • Azeite extravirgem
  • Mostarda de Dijon em grão

Modo de preparo

Corte uma fina fatia de um lado da baguete, como se fosse uma tampa, e retire um pouco do miolo. A baguete ficará com o formato de uma canoa. Faça uns riscos com uma faca na salsicha e a aqueça em forno alto por cerca de cinco minutos. Aqueça também o pão com um fio de azeite no interior. Disponha a salsicha dentro do pão e cubra com o queijo gruyère ralado. Leve para gratinar e sirva imediatamente acompanhado de mostarda e uma salada de folhas variadas temperada com vinagrete e lascas de queijo parmesão.

Harmoniza com: Vinho Rosé Romeo 2015, um rosé com cor framboesa que traz aromas intensos de flores e frutas.

 Vinho Rosé Romeo 2015 750 mL

Vinho Rosé Romeo 2015 750 mL

Saiba tudo sobre os vinhos da região do Toro na Espanha

A Espanha possui mais de um milhão de hectares de vinhas, o que a classifica como o país que possui maior área vitícola do mundo. Sendo assim, há uma enorme variedade de regiões vinícolas. Conheça Toro: a geografia, o terroir, as uvas e, é claro, os vinhos.

A história do vinho espanhol é bem longa, começou há aproximadamente três mil anos com métodos bem rudimentares e que, com o tempo, foram introduzidas novas tecnologias, até que a Espanha se tornou um dos países mais tecnológicos em termos de produção de vinho. Uma dessas tecnologias é a introdução de métodos bordaleses (que incluem maior espera para a separação entre a cepa e o líquido), além da utilização do aço inoxidável e irrigação (que passou a ser legal apenas onze anos após ser introduzida na região).

Uma breve história sobre a região do Toro

A produção vitivinícola era grande e prestigiada durante a Idade Média, inclusive a região foi responsável por abastecer os navios que partiam em busca do Novo Mundo. No século XIX o Toro importou muitos rótulos para a França que sofreu com a crise da filoxera.

Apesar da região já ser reconhecida, nas últimas décadas houve uma enorme evolução em termos de qualidade dos vinhos. Um grupo de jovens enólogos foi responsável por atualizar o Toro em novas tecnologias, aperfeiçoando métodos de colheita e vinificação.

A denominação de origem foi regulamentada em 1987, valorizando ainda mais o mercado de vinhos do Toro, colocando a região no mapa mundi dos vinhos.

Saiba quais são as uvas mais importantes e como elas são percebidas nos vinhos do Toro

A uva mais cultivada na região do Toro é a Tempranillo. Os vinhos desta variedade são normalmente muito encorpados, com acidez média para alta, taninos acentuados e bastante alcoólicos. Os aromas mais comuns são de cereja, tabaco, figo seco e amoras e o potencial de guarda é de normalmente dez anos. Existe um clone da Tempranillo chamado Tinta de Toro, que possui a pele mais grossa e produz vinhos com até 15% de graduação alcoólica que também é muito cultivada no Toro.

Já a Garnacha é outra das uvas mais importantes da região. Os vinhos que produz são caracterizados por corpo, acidez e taninos médios, mas muito frutados. Os principais aromas perceptíveis são de framboesa, figo, ameixa seca e alho. São vinhos para serem consumidos jovens.

O clima e terroir do Toro

A região em que a denominação de origem Toro se localiza é Castilla y León, fica a 700 metros de altitude, em uma área que é montanhosa que impede influências marítimas. Isso implica em dias longos e quentes e noites frias, com uma amplitude térmica de até 20ºC, o que é bom para castas como a Tempranillo.

A exposição solar é excelente e a pluviosidade é bem baixa, características típicas do clima continental.

Que tal experimentar um vinho do Toro?

O vinho tinto Monte Hinesta Toro Joven é perfeito para acompanhar massas ou aperitivos. Traz notas de morangos, cerejas e ameixas pretas no nariz enquanto, em boca, percebe-se taninos macios, boa acidez e final persistente. Um rótulo biodinâmico feito com Tinta de Toro cultivada em vinhas de 65 anos.

Vinho tinto Monte Hinesta Toro Joven 2011 750 mL

Vinho tinto Monte Hinesta Toro Joven 2011 750 mL


Por Vivian Colello