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Dante Robino, uma premiada vinícola de raízes italianas em solo argentino

A Dante Robino é conhecida por ser uma vinícola argentina com espírito italiano. Com quase 200 anos de tradição, foi uma das primeiras a cultivar a uva Malbec no país e, portanto, a história desta casta na Argentina tem episódios importantes que passam pela adega. Conhecida tanto por seus vinhos tranquilos quanto pelos com borbulhas, a Bodega Dante Robino é o principal  produtor de espumantes argentinos.

Como Dante Robino começou

Nascido em uma comunidade de vinicultores do Piemonte, no noroeste da Itália, Dante Robino mudou a história da sua família ao se mudar para a Argentina, em 1920. Chegando em Mendoza, o italiano logo começou a estruturar uma vinícola que levaria seu nome, e onde ele escolheu cultivar as mudas de Malbec e Bonarda que trouxe consigo na bagagem.

Foi a partir de 1982, no entanto, que a tradicional vinícola deu um passo rumo à modernidade com a chegada da família Squassini ao comando do empreendimento. Somando às técnicas tradicionais piemontesas de Dante com equipamentos de tecnologia de ponta, a nova gerência iniciou então a produção de seus vinhos espumantes, que rapidamente teriam sua qualidade reconhecida pelos cinco continentes do mundo.

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Vista para os Andes da vinícola Dante Robino.

Conheça o terroir da vinícola Dante Robino

A vinícola trabalha com vinhas plantadas na década de 1990, ou seja, com aproximadamente 20 anos. A idade da vinha é muito importante, uma vez que determina o quanto as raízes estão profundamente embrenhadas na terra. Uma vinha nova (de até quatro anos) ainda está desenvolvendo as suas raízes, o que significa que sua maior fonte de água ainda é a chuva.

Já uma vinha velha possui raízes bastantes arraigadas e, dessa forma, consegue alcançar água em níveis mais profundos do solo.

A vinícola possui dois vinhedos, um em Lujan de Cuyo e outro em Tupungato. Ambas as áreas tem uma temperatura média bastante favorável para a viticultura. O vinhedo de Tupungato encontra-se a 1.100 metros de altitude, enquanto o de Lujan de Cuyo está a 980 metros. ambos com excelente exposição solar.

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Barris da vinícola Dante Robino

Conheça todas as linhas de vinho da vinícola Dante Robino

Linha Gran Dante

A linha ícone da vinícola conta com dois vinhos tranquilos, varietais das uvas Malbec e Bonarda, e um vinho espumante 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay.

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Vinho Tinto Gran Dante Malbec 2013 750 mL

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Vinho Tinto Gran Dante Bonarda 2013 750 mL

Linha Dante Robino Reserva

Uma linha especial com apenas um rótulo da uva Malbec. A colheita das uvas para este vinho é manual, de vinhas cultivadas para baixo rendimento. Isso significa que as vinhas produzem menos uvas, mas as frutas possuem qualidade superior. As vinhas utilizadas nesta linha são mais antigas: foram plantadas na década de 1960.

Linha Dante Robino

Uma das linhas mais completas da vinícola, possui vinhos varietais que expressem o verdadeiro terroir da região. Os vinhos são produzidos das uvas Malbec, Bonarda, Syrah, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Torrontés. Todos com passagem por barril de carvalho americano durante seis meses.

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Vinho Tinto Dante Robino Malbec 2014 750 mL

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Vinho Tinto Dante Robino Bonarda 2013 750 mL

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Vinho Branco Dante Robino Chardonnay 2015 750 mL

Linha Novecento Raices

Malbec, Cabernet Sauvignon e Chardonnay são as uvas utilizadas na produção desta linha. Metade do vinho passa por barris de carvalho americano que, depois, é engarrafada com 50% de vinho não envelhecido. Frutas firmes e taninos maduros são as principais características desses vinhos.

Linha Novecento Varietales

Vinhos fáceis de beber, jovens, leves e delicados, feitos das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Chardonnay.

Linha Novecento Sparkling Wine

Linha de espumantes jovens, com borbulhas delicadas e aromas frutados. Conta com um espumante rosé, um Demi Sec e um Extra Brut.

Linha Capriccio

Linha feita com uvas de vinhas com aproximadamente 20 anos. Tanto o vinho Espumante Dulce Natural, quanto o Dulce Natural Tardío utilizam a uva Torrontés.

Dante Robino, uma vinícola de portas abertas

A vinícola que fica próxima à cidade de Perdriel, em Lujan de Cuyo, investiu recentemente na tecnologia de sua produção vitivinícola, como uma linha de seleção manual para que sejam escolhidas apenas uvas perfeitas, tanques pequenos de aço inox e uma sala de barris novos aquecida, além de construir um espaço especial para receber visitantes e turistas.

A proposta de visitação na vinícola procura ir para além do convencional, e permite, inclusive, que os turistas experimentem uma taça de vinho espumante diretamente do tanque de fermentação.  Na sala de degustação também é possível degustar os rótulos Novecento, Dante e Dano Robino Grande.

O casarão sede da Dante Robino mantém até hoje a arquitetura do início do século XX, e foi restaurada de forma que continue fiel à construção idealizada pelo fundador da vinícola: aconchegante e com vista maravilhosa para a Cordilheira dos Andes.

Altaïr: um Grand Cru de Saint-Émilion no Chile

Conhecida por produzir vinhos inspirados no estilo bordalês em solo sul-americano, a vinícola chilena Altaïr recebeu o título Viña del Nuevo Mundo pela Associação de Vinhos do Chile. Confira a história de sucesso do Grupo San Pedro, um dos maiores do país.

O nome da vinícola Altaïr foi emprestado da estrela mais brilhante da constelação Aquila. O corpo celeste pode ser visto de todo o planeta Terra, tanto no hemisfério sul quanto no hemisfério norte.

Justamente por essa característica, a vinícola foi batizada com seu nome: é a tentativa de unir o Novo Mundo e o Velho Mundo em um único terroir.

Conheça a história da Viña Altaïr

No ano de 2001, o Grupo San Pedro, segunda maior associação de vinícolas chilenas, uniu-se ao Château Dassault, localizada em Saint-Émilion, em Bordeaux. O objetivo? Produzir um vinho que lembre um “Grand Cru de Bordeaux”, mas em um terroir chileno e com corte diferenciado.

A escolha da localização do vinhedo foi meticulosa: para mapear a composição geológica da região foi utilizado o método de nome espanhol “calicatas”, poços que são cavados na terra e que permitem um estudo aprofundado do solo. Esse tipo de mapeamento é ideal para o cultivo de diferentes tipos de castas, pois permite o conhecimento dos melhores locais para cada uva.

Como resultado desse estudo nasceu, no Vale do Cachapoal, mais precisamente no Alto Cachapoal, a Viña Altaïr.

A parceria entre as vinícolas durou até 2007, quando a equipe francesa vendeu a sua parte ao Grupo San Pedro, que assumiu 100% do compromisso de produzir vinhos de altíssima qualidade.

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O clima e o terroir do Vale do Cachapoal

O Vale do Cachapoal fica aos pés da Cordilheira dos Andes e tem de 600 a 800 metros de altitude. O clima no local é mediterrânico, o que acontece devido aos ventos frios e secos provenientes dos Andes e possui grande amplitude térmica (diferença entre as temperaturas médias do dia e da noite). A atmosfera local recebe bem menos influência do oceano, e é seca e livre de poluição.

O solo do Vale do Cachapoal é composto majoritariamente por argila e calcário, além de algumas áreas vulcânicas e também de areia. O calcário proporciona boa drenagem de água, assim como a areia, mas pode retardar um pouco o processo de amadurecimento das uvas, produzindo vinhos mais ácidos. A argila, por sua vez, é um tipo de composição que ajuda a conservar a umidade do solo, além de favorecer o aprofundamento das raízes.

A soma dessas características resulta na produção de uvas bastante concentradas, com frescor e maturação lenta, e taninos mais macios e elegantes. Cerca de 75% da região é dedicada ao cultivo de uvas Cabernet Sauvignon, mas também são plantadas outras variedades, como Syrah, Carménère, Cabernet Franc e Petit Verdot.

Considerando as características do clima e do solo e acrescentando procedimentos de irrigação, o Vale do Cachapoal está sendo considerado o lugar perfeito para o cultivo de uvas viníferas no Chile.

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Altaïr, conheça o principal vinho de San Pedro

Protagonista da linha Grandes Vinos de San Pedro, o Altaïr Tinto é resultado da mistura de quatro diferentes castas. Dependendo do clima em que foi cultivada, cada cepa tem um comportamento específico, de forma que a porcentagem de cada casta dentro do vinho pode variar de safra para safra.

A safra de 2010 foi premiadíssima, e conquistou 90 pontos pela Wine Advocate, 95 pontos pelo Guia Descorchados e 90 pela escala Robert Parker.

Vinho Tinto Altaïr

Vinho Tinto Altaïr Sideral 2013 750 mL

Conheça o Sideral, um dos vinhos mais criativos do Chile

O vinho tinto Sideral é vivo e moderno. Com ousadia em sua produção, o enólogo Gonzalo Castro, responsável pelo rótulo, trouxe as mesmas castas de Altaïr (Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah e Cabernet Franc), acrescentando uma pequena porcentagem de Petit Verdot ao blend.

Vinho Tinto Sideral

Vinho Tinto Altaïr Sideral 2013 750 mL

Billecart-Salmon: 198 anos de excelência na produção de Champagne

Delicadeza, elegância e qualidade são os três valores que Billecart-Salmon orientam a sua produção há quase 200 anos. Localizada em Champagne, a vinícola já foi vencedora do concurso de Champagne do Século.

A história da Casa de Champage Billecart-Salmon

A vila Mareuil-sur-Aÿ, na região Champanha-Ardenas, França, foi palco do romance entre Nicolas François Billecart e Elizabeth Salmon, ambos de famílias tradicionais do ramo vitivinicultor. Da união dos dois, nasceu a Casa de Champagne Billecart-Salmon, uma vinícola que faz espumantes mundialmente premiados.

Desde 1818, a Casa já passou por seis gerações da família Billecart, perpetuando a hereditariedade na gerência da vinícola. Apesar disso, a Billecart-Salmon nunca deixou de buscar excelentes enólogos para incrementar a sua arte de fazer vinhos.

A partir de 2005, o Grupo Frey, dono das vinícolas Paul Jaboulet Aîné e Château La Lagune, passou a possuir 45% da Billecart-Salmon, enquanto os outros 55% continuam pertencendo aos irmãos François e Antoine Roland-Billecart.

A Casa de Champagne Billecart-Salmon. Foto: Instagram Billecart-Salmon @champagne_billecart_salmon

A Casa de Champagne Billecart-Salmon. Foto: Instagram Billecart-Salmon @champagne_billecart_salmon

O famoso jardim da Casa de Champagne Billecart-Salmon

O jardim da Casa de Champagne é um dos emblemas de Billecart. Em 1926, o belo jardim da propriedade foi redesenhado em estilo francês por Charles Roland-Billecart, com a intenção de criar uma atração turística no coração da vila Mareuil-sur-Aÿ.

Anos depois, uma tempestade devastou o jardim, deixando apenas uma única árvore de castanhas, que completou 198 anos em 2016. Francois Roland-Billecart pediu então a ajuda da irmã Véronique para reconstruir e aumentar o jardim do avô.

A preservação e o cuidado com o jardim tiveram participação de todas as gerações envolvidas na história de Billecart. Hoje, o jardim ainda existe e é aberto à visitação, como uma das principais atrações turísticas da vinícola.

Jardim da Casa de Champagne

Jardim da Casa de Champagne / Imagem: divulgação

O que faz da Billecart-Salmon uma Casa de Champagne tão especial?

A Billecart-Salmon não ganhou sua fama à toa. Conhecida pelo extremo cuidado com as uvas cultivadas em sua propriedade, a Casa de Champagne conseguiu aliar uma produtividade excepcional com um respeito pelas tradicionais técnicas de produção de vinho.

Preocupada em otimizar a produção dos seus produtos vintage, produzidos com 100% de uvas da mesma casta, a Casa de Champagne adquiriu uma adega de calcário com capacidade para mais de 450 barris de carvalho. Hoje, segundo dados da Wine-Searcher, a Billecart produz nada menos do que 1,7 milhões de garrafas por ano em sua propriedade.

Foto:

Foto: Instagram Billecart-Salmon @champagne_billecart_salmon

Os métodos de produção foram transmitidos transmitindo de geração em geração, tentando preservar técnicas antigas e tradicionais, como o resfriamento do mosto (vinho doce) para prolongar a fermentação em temperatura baixa, técnica que conserva aromas frescos e intensos no vinho.

A Casa também se destaca pelo cuidado no cultivo das castas escolhidas. Considerando a fragilidade da casta Pinot Noir e a sua dificuldade de adaptação climática, foi construída uma muralha protetora de pedras nos entornos do hectare destinado ao cultivo da uva, minimizando os danos que poderiam ser causados pelo vento frio.

Entenda mais sobre a Pinot Noir aqui, em nossa matéria especial sobre a casta.

Conheça a região de Champanha-Ardenas na França, onde fica Billecart-Salmon

A região de Champanha-Ardenas é caracterizada por grandes lagos e grandes extensões de terra cobertas por parques ecológicos.

O clima é continental fresco, com temperaturas baixas mesmo em temporada de crescimento. A pluviosidade local não é alta, de forma que o solo de giz é o grande responsável pela drenagem de água, mantendo as videiras hidratadas.

Champagne é uma região de muitos desafios para a viticultura: os solos são pobres e as geadas frequentes. Por isso, as vinícolas eram obrigadas a utilizar a suplementação com fertilizantes, hábito que está caindo em desuso com o comprometimento dos novos produtores com a sustentabilidade do solo e que encabeçam ambiciosos projetos que visam diminuir o uso de adubos industriais.

Denominação de Origem de Champagne

Denominação de Origem significa que um vinho foi produzido em uma região específica do planeta, em um determinado terroir, seguindo orientações rígidas para o cultivo das uvas e como elas devem ser transformadas em vinho.

A AOC Champagne é delimitada em uma área de 34 mil hectares, dividida nas regiões Montagne de Remis (onde é localizada Billecart-Salmon), Valée del Marne, Côte des Blancs, Vinhedos de Aube e Côte de Sézanne.

As uvas permitidas para a elaboração de um vinho denominado Champagne são Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier e as quatro uvas menos conhecidas Arbanne, Petit Meslier, Pinot Blanc e Pinot Gris.

A ordem para o método de elaboração conhecido com Champenoise consiste em duas partes, primeiro a produção de um vinho tranquilo (isso significa sem borbulhas), seguida pela segunda fermentação, responsável por tornar o vinho em espumante.

Isso significa que, embora muitas pessoas costumem chamar qualquer espumante de Champagne, apenas os Champagnes produzidos nessa AOC podem ser, de fato, denominados assim. Ou seja: todos Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um verdadeiro Champagne.

Conheça as principais linhas de Champagnes da Billecart-Salmon

Entenda as diferentes linhas de Champagne produzidas na propriedade Billecart-Salmon

Linha Collection

A linha básica de Billecart-Salmon contém vinhos nas categorias Brut, Extra Brut, Brut Sous Bois e Demi-Sec.

Brut Rosé

Um corte de Chardonnay, Pinot Noir e Meunier que transforma a bebida em um espumante cremoso, com aromas de frutas vermelhas e cítricas. O fim do vinho é refrescante com notas de framboesa.

Espumante Billecart-Salmon Brut Rosé

Espumante Billecart-Salmon Brut Rosé

Brut Réserve

Leve e harmonioso, feito a partir de um corte com uvas de diferentes anos. O espumante traz aromas de frutas frescas, principalmente pera, tem um toque maduro, floral e final fresco. Um vinho muito delicado.

Billecart-Salmon Brut Réserve

Billecart-Salmon Brut Réserve

Linha Millésime

Vintage, Blanc de Blancs, Nicolas François BIllecart e Elisabeth Salmon são os rótulos que compõe a linha, feitos em homenagem aos fundadores da vinícola.

Vintage

O espumante de corte branco que mistura o elegante aspecto mineral da uva Chardonnay e a forte dominância de Pinot Noir.

Espumante Billecart-Salmon Vintage 2006

Espumante Billecart-Salmon Vintage 2006

Linha Clos Saint-Hilarie

Único vinho da linha, Clos Saint-Hilarie é resultado do cultivo de Pinot Noir em um pedaço específico do terroir de Billecar-Salmon com videiras que foram plantadas na década de 1950.

Billecart-Salmon foi premiada como no concurso Champagne do Milênio

No fim do século XX, Estocolmo residiu o concurso de Champagne do Milênio. Antonie Roland-Billecart recusou o convite para inscrever seus rótulos no evento, mas logo mudou de ideia. Para sua sorte, os dois espumantes inscritos, o Nicolas François Billecart 1959 e o Nicolas François Billecart 1961, ganharam o 1º e 2º lugar do concurso, respectivamente.

Por Vivi Colello

Vale do Leyda, região vinícola na costa do Chile

Em 2002, o Vale do Leyda foi reconhecido como uma região vitivinícola chilena. Até a década de 1990, a área localizada na costa do Chile não era explorada para o cultivo da uva e a produção de vinho.

A produção de vinhos começou no Chile logo após a chegada dos colonizadores no século XVI, mas só ganhou força em escala mundial em 1990, com o regresso da democracia no país.

O Chile tem uma particularidade na separação de regiões que foge ao padrão para os outros países ou regiões vinícolas: o país andino é dividido longitudinalmente em cordilheira (ao leste), entre-cordilheiras e costa (a oeste). No caso da Leyda, estamos falando especificamente da região da costa.

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Vinhedo da Viña Leyda com vista para o Oceano Pacífico. A vinícola fica a apenas 7 km do mar.

Leyda

A vinícola, fundada em 1998, foi pioneira na exploração da vitivinicultura na região, reconhecida somente em 2002, e representou uma grande inovação no cenário de produção do país. Está localizada a sete quilômetros do mar, de forma que sofre influência da Corrente de Humboldt (corrente de ar frio), proporcionando o frescor característico dos vinhos do Leyda.

O clima é costal, com invernos de pluviosidade moderada e verões secos, o que causa o amadurecimento mais lento das uvas e, consequentemente, fazendo com que a colheita seja um pouco mais tarde do que outras regiões. Já o solo, predominantemente pedregoso, conta com diferentes níveis de luminosidade, interferindo, também, na maturação das uvas.

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Para viabilizar o cultivo das videiras no Vale do Leyda, foi necessário transpor as águas do Rio Maipo por 4 km.

Vinhos do Leyda

Tendo em vista a proximidade ao mar, a diversidade de exposição ao sol dos diferentes vinhedos e o clima costal, os vinhos da Leyda normalmente apresentam aromas minerais e até mesmo salinos, alta acidez, típico de climas frios.

Que tal experimentar os vinhos da Leyda? O Vinho Tinto Leyda Syrah Reserva é uma ótima opção para conheçer o estilo da vinícola, com notas de especiarias.

Vinho Tinto Leyda Syrah Reserva 2015 750 mL

Vinho Tinto Leyda Syrah Reserva 2015 750 mL

Curiosidade

Terreno escavado em vinhedo da Viña Leyda. Esse tipo de estudo é realizado pelos enólogos para definir as variedades cultivadas em cada vinhedo.

Bordeaux, na França, foi vítima da famosa praga filoxera no fim do século XIX. A recuperação da região foi feita em cima do estudo dos solos, testando todas as variedades de uva nos diferentes solos até encontrar as melhores combinações possíveis. A linha Leyda Single Vineyard fica em uma área que foi escavada e estudada com a tecnologia obtida em Bordeaux, de forma que cada uva é cultivada no melhor tipo de solo possível.

 


Por Vivi Colello

O enólogo Paul Hobbs e a Viña Cobos

Descubra quem é Paul Hobbs e como o enólogo transformou a casta francesa Malbec no ícone dos vinhos argentinos.

A trajetória do enólogo Paul Hobbs pelo mundo do vinho

Sem sombra de dúvidas, Paul Hobbs é um dos maiores nomes da enologia. Especialista no uso de carvalho para o envelhecimento, ele foi considerado o “Steve Jobs do vinho” pela revista Forbes devido a precisão de suas criações. Também foi nomeado por Robert Parker duas vezes como a “Personalidade do Vinho do Ano” e está na lista dos cinco consultores de enologia mais importantes do mundo.

O primeiro emprego de Paul Hobbs foi na renomada casa de vinhos Mondavi e, depois disso, passou por outras grandes vinícolas, como a Opus One e a Simi, até que o seu projeto pessoal de ter uma propriedade sua tomasse forma, a Paul Hobbs Wineyard.

Em 1989, Hobbs visitou a Argentina pela primeira vez. À época, o enólogo constatou o potencial pouco explorado da Malbec por lá, que até então não tinha a visibilidade mundial que tem hoje. O que o enólogo não imaginou era que, anos mais tarde, estaria por trás de uma das maiores vinícolas argentinas – e que ele seria responsável por domar a uva neste terroir.

A fundação da vinícola argentina Viña Cobos

Em 1997, Paul Hobbs conheceu os enólogos Andrea Marchiori e Luis Barraud, ambos de famílias tradicionais no ramo da vitivinicultura. Juntos, os três começaram a desenhar o sonho de abrir as portas de uma vinícola na Argentina.

Viña Cobos é a vinícola responsável pela imagem da uva Malbec como ícone argentino, graças aos cuidados de Paul Hobbs com as vinhas, com o terroir e com o processo de vinificação. Os vinhos desta vinícola estão entre os mais desejados do mundo e a Viña Cobos é muito popular entre os turistas que visitam Mendoza.

O nome Cobos foi escolhido para a vinícola pois era o nome da rua em que se localizava o primeiro vinhedo que o trio de enólogos adquiriu. Os primeiros rótulos lançados pela marca foram Cobos e Malbec, produzidos com as uvas mais especiais cultivadas no vinhedo Marchiori.

Saiba quais são as principais linhas da Viña Cobos

Linha Cobos, a mais conhecida da Viña Cobos

Os vinhos desta linha são feitos das uvas que vem das vinhas mais antigas do vinhedo Marchiori. São caracterizados por elegância e potência.

Linha Felino

Os vinhos são intensos e brilhantes, com acidez expressiva e taninos equilibrados. Nossa sugestão é o Cobos Felino Malbec, linha de entrada da vinícola.

Felino Malbec

Felino Malbec

Linha Bramare

A linha é marcada pela complexidade aromática dos seus vinhos, que se apresentam elegante e expressivos. O Cobos Bramare Cabernet Sauvignon oferece aromas de cassis, cereja em compota e ameixa e café mocha.

Bramare Cabernet Sauvignon Lujan de Cuyo

Bramare Cabernet Sauvignon Lujan de Cuyo

Linha Cocodrilo

Linha com um único vinho, corte de Cabernet Sauvignon e Malbec. O que mais chama a atenção neste tinto equilibrado é o caráter mineral e a grande complexidade aromática.

Cocodrilo

Cocodrilo

Quer conhecer mais sobre vinhos da Argentina? Confira aqui a nossa matéria especial que conta como a cultura vitivinícola se desenvolveu no país aqui!


Por Gustavo Jazra e Vivi Colello